No último sábado, comprei um “toca-discos”.

A experiência de ouvir um LP é algo bem diferente de quase tudo que estamos acostumados a fazer hoje em dia. Não é fácil avançar nem retroceder faixas. O vinil nos encaminha a audição de discos inteiros exatamente na forma e sequência que foram planejados.

Discos de vinil são registro de um tempo onde artistas não lançavam músicas, lançavam experiências. O lado A e o lado B tinham “alma” e, seguramente, cada composição tinha de ser posicionada cuidadosamente na lista de execução.

Ontem, fui a uma loja que vende discos usados. O dono da loja, nos recebeu em horário marcado em função das medidas de distanciamento social.

Sou absolutamente fã de Pink Floyd e senti minha perna tremer quando encontrei o Relics ainda em sua edição original.

Há quem goste de coisas usadas. Há quem só compre o novo. Mas, na capa do disco encontrei, hoje pela manhã, algo que fez ele ter seu valor, para mim, aumentado. Uma dedicatória, de um grupo de amigas, “magrinhas”, escrita em 1974, três anos depois do álbum ter sido lançado e cinco anos antes de eu ter a oportunidade de fazer minha estréia no mundo.

O tempo, amigos, é relativo. Não conheço as “magrinhas”, mas, de alguma forma, ouço este disco com elas!

Esse tipo de conexão atemporal é, talvez, uma amostra da eternidade.

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