Retomar em plenitude todas as atividades econômicas, aumentando o risco de contágio pelo novo coronavírus e, eventualmente, sacrificar uma parcela menor da população ou; manter tudo próximo do “parado”, reduzindo as chances de contaminação e, provavelmente, salvar vidas?

Adotar práticas responsáveis, seja lá o que isso signifique, para voltar ao trabalho, dando chances de que as pessoas tenham condições de garantir seu sustento ou; infringir à população os impactos da escassez financeira em favor da saúde dos pretensamente mais frágeis?

Ambos questionamentos, embora feitos em separado, são partes de um único dilema. Afinal, devemos “ficar em casa” ou “voltar, todos, ao trabalho”?

A ideia utilitarista de maximizar a satisfação e minimizar o sofrimento está, ao meu ver, na raiz do racional moralista. De um lado, o argumento que a maioria sofrerá menos, voltando ao trabalho. Do outro, o argumento categórico que toda vida deve ser preservada, em definitivo, e, por isso, devemos ficar em casa.

Michael Sandel compartilha, em sua aula magistral, embasamento para que enfrentemos a necessidade de decidir qual é a coisa justa a fazer.

Talvez a aula de Sandel te deixe mais seguro. Talvez, também, ele adicione algumas incertezas às suas certezas…

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