No meu tempo absolutamente livre – quando não estou trabalhando, estudando ou aproveitando com a família – tenho jogado Mario Tennis Aces. Já “virei” o “modo aventura” e, atualmente, estou em “free play” no modo “Pro“.

Quando comecei a jogar, perdia o tempo todo. Só recentemente comecei a “pegar o jeito”.

Trata-se de um passa tempo relativamente saudável, quase infantil, mesmo com o comportamento sexualizado de algumas personagens, mas, também, uma fonte exótica de “lições escondidas para a vida” com valor difícil de avaliar.

Para ter sucesso, no jogo, estar no lugar “correto” é muito importante. Após “devolver” qualquer bola, volte correndo para o centro ou não terá tempo suficiente para “chegar na bola” quando o adversário atacar.

Para poder ter esperanças de vencer, acumular energia é fundamental. Em níveis mais difíceis, saber como “devolver” a bola para ganhar energia mais rápido geralmente define quem ganha e quem perde. Não é força, nem jeito, é eficiência!

Com um mínimo de energia acumulado, é possível executar “movimentos especiais”, como ataques mais potentes e começar a “atacar”. No universo de Mário, quem não está atacando está, literalmente, se defendendo. Invariavelmente, é melhor estar no ataque, tentando marcar ponto, do que defendendo, apenas “dificultando a vida” do adversário!

Quando o nível de energia chega ao nível máximo, no jogo, é possível fazer um ataque extremamente poderoso, quase impossível de defender. Entretanto, é fundamental entender que a “dinâmica de um ataque poderoso”, quando encontra uma defesa eficiente, frequentemente resulta em um contra-ataque singelo, mas extremamente difícil de resistir. Em suma, se for fazer um ataque “força máxima”, certifique-se de que o adversário irá cair. Caso contrário, quem cairá, provavelmente, é você!

Há mais de uma forma de vencer partidas! Além de fazer mais pontos, também é possível derrotar o adversário quebrando suas raquetes em ataques diretos, com força total. Ou seja, se não é possível ganhar no “jogo”, podemos vencer destruindo as possibilidades do adversário nos enfrentar.

Além de ataques em força máxima, ataques fortes, mas mal defendidos, também danificam raquetes. Com o tempo, o acumulo de pequenos danos faz com que a raquete quebre. Se não percebermos quando danificada está a raquete e responder ingenuamente, perdemos o recurso. Dessa forma, as vezes, o mais inteligente é “entregar os pontos” para evitar prejuízos maiores e mais graves. Filosoficamente, para ganhar a partida, é preciso escolher com sabedoria que pontos perder.

Por fim, depois de longas sequências de de ataques e defesas é empolgante marcar um ponto e… muito decepcionante, ver o adversário marcar no “ponto” seguinte apenas com um boleio “bobo”. A empolgação excessiva nos torna vulneráveis e o jogo “cobra a conta” o tempo todo.

Era para ser apenas uma distração, mas, de certa forma, parece um guia politicamente questionável de sobrevivência.

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