As lojas que podem e que insistem em funcionar, na minha cidade, estão limitando o número de clientes atendidos simultaneamente. Enquanto isso, filas gigantescas se formam do lado de fora.

No maior supermercado da minha pequena cidade, alguém teve a brilhante ideia de fechar uma das cancelas que dá acesso ao estacionamento. A motivação foi reduzir o número de carros dentro das dependências. Entretanto, foi ignorado que, devido a essa decisão, o trânsito, na rua em frente ao acesso, que já é difícil, agora tem extensas filas de motoristas nem tão habilidosos e rotineiramente nervosos.

Para variar, métricas operacionais mal formuladas estão “jogando contra” os objetivos táticos e estratégicos de quem as elabora. Parece, entretanto, que ninguém com poder de decisão está percebendo ou querendo perceber isso.

Em sistemas complexos, como cidades, mudanças de parâmetros, mesmo os mais simples, desencadeiam efeitos em série difíceis de prever e, principalmente, controlar. Não dá para modificar sistemas complexos sem considerar que vão haver efeitos colaterais e que ajustes rápidos serão necessários.

O caminho mais apropriado em sistemas dessa natureza é modificar parâmetros, monitorar impactos e ajustar desvios continuamente. Infelizmente, quem deveria atentar para isso parece ser ainda mais ignorante que o povo. Este, aliás, definitivamente assume o papel de gado e insiste em se comportar como manada!

Enquanto isso, em um lugar nem tão distante, o administrador político incompetente local resolve que o jeito para acabar com as aglomerações que ele ajuda a criar é ignorar a privacidade de seus eleitores. Parabéns a todos os envolvidos!

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