Há muitos anos, tinha o hábito de fazer elogios públicos a tudo que achava que estava sendo bem-feito. Achava honestamente que estaria fazendo algo bom. Entretanto, não demorou muito para perceber que alguns elogios que eu fazia evidenciavam muito outros que eu não fazia. Ou seja, sempre que elogiava alguém, reforçava o ressentimento de gente com mérito, mas, injustamente ignorada. Aprendi que elogio público é bom, mas, exige disciplina.

Também já tive o péssimo hábito de fazer críticas públicas contundentes, muitas delas injustas. As vezes, ainda faço. Mas, entendi que elas sempre têm efeitos negativos.

Criticar em público um subordinado é uma falha muito séria. É evidência de falta de maturidade da gestão. É inaceitável. Já fiz isso também. Sempre me arrependi. Sempre acabei gerando algum prejuízo para o negócio e, consequentemente, para mim mesmo.

Em um encontro de colaboradores da empresa onde trabalhava, vi, em um Q&A dos funcionários com a alta chefia, uma pergunta “formatada” para gerar críticas a uma gestora em especial. A resposta da “alta chefia” foi uma das maiores lições que já presenciei até hoje: eles defenderam a tal gestora consistentemente. A lição: todo gestor “decente” sabe que não deve desautorizar publicamente um subordinado, principalmente lideranças, sob o risco de comprometer a capacidade do criticado de continuar contribuindo.

 

 

O “chefe” tem o direito, poder e a autoridade para compor seu time de trabalho. Então, se não está “suportando” a performance de uma pessoa, mande-a embora. Mas, não reclame dela nos “corredores” ou em um programa de rádio. Demita, não difame!

Por um tempo, por falta de maturidade e preparo, dei maus exemplos quase todos os dias. Só que eu não era o presidente da república em meio a uma das principais crises, de saúde e econômica, da história!

Tá faltando um pouco mais de humildade “pra” ele, pra conduzir o Brasil nesse momento difícil que nós nos encontramos. (Jair “humilde” Bolsonaro, sobre o SEU ministro da saúde)

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