Empresas, famílias e grupos de amigos mudam. Entretanto, uma coisa permanece constante: o fato de que todos percebemos a vida a partir de uma perspectiva alinhada aos nossos interesses e disposições individuais.

Em uma empresa, basta perguntar às pessoas qual é o departamento mais importante para identificar uma confusão. No comercial, dirão que eles são os mais importantes, afinal, são eles que trazem os clientes. Na produção (desenvolvimento), dirão que de nada adianta vender algo se não houver produto para entregar…

Não é de surpreender que, agora, em tempos de crise, os epidemologistas, analisando o mundo sob sua perspectiva, considerem que o mais relevante seja todos ficarem em casa. Naturalmente, também não assombra o fato dos economistas considerarem que o mais adequado seja mitigar os riscos para a economia. Está todo mundo certo e, muito provavelmente, também está todo mundo errado ou, pelo menos, “incompleto”.

Somado ao fato de todos acharem que o mundo “verdadeiro” é aquele percebido através de seus filtros, há também o ímpeto dos falsos especialistas. Gente bem intencionada, mas completamente despreparada que adora tentar “vender” a visão do mundo alinhada com o “ponto de vista” que mais lhe agrada. O fato é que, graças a “segurança” das redes sociais, nunca estivemos tão vocais. Outro dia, em outra crise – agora quase irrelevante – todos éramos especialistas em direito constitucionalista. Agora, todos somos, em parte, epidemologistas. Outros são quase doutores em macroeconomia e microeconomia.

E o mundo avança. Infelizmente, o COVID-19 também.

Sempre foi importante, mas agora é fundamental, que as as pessoas com pontos de vistas diferentes e qualificados sobre nosso problema conversem mais para que tenhamos, de fato, melhores chances. Enquanto isso, todos nós que “apenas opinamos” cuidemos para não adicionar ruído na comunicação que os especialistas PRECISAM estabelecer!

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