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02/09/2026

Visualização única não apaga nada.

Dei uma olhada na PET 16.662, o relatório da Polícia Federal sobre o celular do Vorcaro. E, olha, esquece o conteúdo político. Meu objetivo aqui é falar um pouquinho sobre o método.

O sujeito escrevia as mensagens no aplicativo de notas, tirava um print e mandava como visualização única no WhatsApp. A mensagem sumia. Então, como provar que aquele conteúdo foi enviado e para quem?

O interessante é que a Polícia Federal foi muito inteligente. Ela não foi atrás da mensagem. Foi atrás dos rastros que foram deixados no sistema para produzir e enviar essas mensagens.

Ela cruzou os metadados do aplicativo de notas com os logs dos outros aplicativos, observando o tempo exato, o timestamp exato de utilização, um depois do outro.

Isso deixou claro qual era o método. E aí aparece o padrão: abre o aplicativo de notas, escreve alguma coisa, tira um print, fecha o aplicativo, abre o WhatsApp, adiciona a imagem como visualização única, envia, fecha o WhatsApp, abre novamente o aplicativo de notas e assim por diante.

Tudo em intervalos de até dois minutos.

Esse era o jeito do Vorcaro de mandar as mensagens. Então, quem recebeu uma mensagem nessa janela de tempo é o provável destinatário do conteúdo que havia sido editado nas notas.

Outro fato curioso é que, quando você tira um print da tela, o iOS pode gerar arquivos temporários relacionados à imagem, que o usuário normalmente nunca vê e que são apagados pouco tempo depois.

Mas, nesse caso, houve tempo suficiente para que a Polícia Federal conseguisse recuperar esses dados. Afinal de contas, o celular foi apreendido no momento certo.

As mensagens eram daqueles dias. Então, mesmo sem a imagem disponível no WhatsApp, havia conteúdo recuperável associado aos respectivos timestamps.

Outro fato curioso: a minuta do contrato celebrado entre o escritório da esposa do tal ministro e Vorcaro também tinha registros de uso, metadados salvos pelo próprio aplicativo, o Word. E ali era possível observar a sequência de quem havia salvado o documento.

Não é alguém que vai lá e coloca deliberadamente essas informações. O próprio sistema vai adicionando esses dados automaticamente, geralmente para um bom uso.

Dessa vez, foi um bom uso. Só não sei ao certo se Vorcaro e o tal ministro acham isso.

Mas repare: ninguém editou essas informações no contrato. Elas foram inseridas automaticamente pelo aplicativo.

Então, fica o recado.

Visualização única não significa necessariamente ausência de rastros. Prints podem deixar dados recuperáveis. Documentos que você edita carregam informações sobre sua criação e edição para onde forem.

Tudo o que você faz no celular pode deixar registros em lugares que você simplesmente não vê. E, se um dia alguém tiver acesso a esses registros, muita coisa pode ser reconstruída.

É bom tomar cuidado.

Dessa vez foi a Polícia Federal. Mas o método utilizado ficou bem documentado.

Então, será que ainda vai ter mais gente descobrindo que aquilo que parecia ter desaparecido, na verdade, deixou rastros?

01/09/2026

Estamos ameaçados por robôs humanoides? Acho que não!

Robôs humanoides ameaçam a raça humana?

Olha só, eu acho que não.

A Olimpíada de robôs que acabou de acontecer lá na China deixou isso bem claro.

No futebol, teve robô tentando chutar a bola e errando a bola. Teve robô cruzando a linha de chegada só para descobrir que correr e parar são dois problemas completamente diferentes. Teve queda, colisão, faísca. Teve robô saindo de maca.

E teve luta de robôs em que um venceu sem fazer praticamente nada. Um foi tentar dar um golpe, errou, caiu e se destruiu sozinho. O outro ainda deu uns socos no ar e acabou comemorando com uma dancinha para lá de esquisita.

Mas, olha, vitória é vitória, né?

Cara, é difícil assistir a esses vídeos e não dar uma risada ou outra.

Só que, por mais engraçado que isso pareça, essas falhas também são parte importante dessa Olimpíada, porque nós costumamos gostar de inovação quando funciona.

A gente admira o produto pronto, aplaude o recorde, comemora o sucesso, mas ninguém vê os perrengues que precisaram ser superados para chegar até ali.

Quando você coloca uma tecnologia nova no limite, descobre onde ela ainda quebra. E cada tombo te dá mais informação sobre onde melhorar.

Agora, tem um fato importante: falhar não produz inovação. Aprender rápido com as falhas, isso sim faz diferença.

E é exatamente nisso que a China tem dado lição.

No ano passado, o recorde da corrida de robôs foi de mais de 20 segundos. Neste ano, 8,64 segundos, mais rápido que Usain Bolt.

No meio de tudo isso, teve muito teste, muito erro e muito robô caindo, das formas mais inusitadas.

Então, pode rir. Eu também ri um bocado. Só toma cuidado para não rir demais, porque eles estão aprendendo. E rápido.

Fail fast, fail often.

Cara, impressionante. Ansioso pelas Olimpíadas do ano que vem.

02/09/2026

Visualização única não apaga nada.

Dei uma olhada na PET 16.662, o relatório da Polícia Federal sobre o celular do Vorcaro. E, olha, esquece o conteúdo político. Meu objetivo aqui é falar um pouquinho sobre o método.

O sujeito escrevia as mensagens no aplicativo de notas, tirava um print e mandava como visualização única no WhatsApp. A mensagem sumia. Então, como provar que aquele conteúdo foi enviado e para quem?

O interessante é que a Polícia Federal foi muito inteligente. Ela não foi atrás da mensagem. Foi atrás dos rastros que foram deixados no sistema para produzir e enviar essas mensagens.

Ela cruzou os metadados do aplicativo de notas com os logs dos outros aplicativos, observando o tempo exato, o timestamp exato de utilização, um depois do outro.

Isso deixou claro qual era o método. E aí aparece o padrão: abre o aplicativo de notas, escreve alguma coisa, tira um print, fecha o aplicativo, abre o WhatsApp, adiciona a imagem como visualização única, envia, fecha o WhatsApp, abre novamente o aplicativo de notas e assim por diante.

Tudo em intervalos de até dois minutos.

Esse era o jeito do Vorcaro de mandar as mensagens. Então, quem recebeu uma mensagem nessa janela de tempo é o provável destinatário do conteúdo que havia sido editado nas notas.

Outro fato curioso é que, quando você tira um print da tela, o iOS pode gerar arquivos temporários relacionados à imagem, que o usuário normalmente nunca vê e que são apagados pouco tempo depois.

Mas, nesse caso, houve tempo suficiente para que a Polícia Federal conseguisse recuperar esses dados. Afinal de contas, o celular foi apreendido no momento certo.

As mensagens eram daqueles dias. Então, mesmo sem a imagem disponível no WhatsApp, havia conteúdo recuperável associado aos respectivos timestamps.

Outro fato curioso: a minuta do contrato celebrado entre o escritório da esposa do tal ministro e Vorcaro também tinha registros de uso, metadados salvos pelo próprio aplicativo, o Word. E ali era possível observar a sequência de quem havia salvado o documento.

Não é alguém que vai lá e coloca deliberadamente essas informações. O próprio sistema vai adicionando esses dados automaticamente, geralmente para um bom uso.

Dessa vez, foi um bom uso. Só não sei ao certo se Vorcaro e o tal ministro acham isso.

Mas repare: ninguém editou essas informações no contrato. Elas foram inseridas automaticamente pelo aplicativo.

Então, fica o recado.

Visualização única não significa necessariamente ausência de rastros. Prints podem deixar dados recuperáveis. Documentos que você edita carregam informações sobre sua criação e edição para onde forem.

Tudo o que você faz no celular pode deixar registros em lugares que você simplesmente não vê. E, se um dia alguém tiver acesso a esses registros, muita coisa pode ser reconstruída.

É bom tomar cuidado.

Dessa vez foi a Polícia Federal. Mas o método utilizado ficou bem documentado.

Então, será que ainda vai ter mais gente descobrindo que aquilo que parecia ter desaparecido, na verdade, deixou rastros?

01/09/2026

Estamos ameaçados por robôs humanoides? Acho que não!

Robôs humanoides ameaçam a raça humana?

Olha só, eu acho que não.

A Olimpíada de robôs que acabou de acontecer lá na China deixou isso bem claro.

No futebol, teve robô tentando chutar a bola e errando a bola. Teve robô cruzando a linha de chegada só para descobrir que correr e parar são dois problemas completamente diferentes. Teve queda, colisão, faísca. Teve robô saindo de maca.

E teve luta de robôs em que um venceu sem fazer praticamente nada. Um foi tentar dar um golpe, errou, caiu e se destruiu sozinho. O outro ainda deu uns socos no ar e acabou comemorando com uma dancinha para lá de esquisita.

Mas, olha, vitória é vitória, né?

Cara, é difícil assistir a esses vídeos e não dar uma risada ou outra.

Só que, por mais engraçado que isso pareça, essas falhas também são parte importante dessa Olimpíada, porque nós costumamos gostar de inovação quando funciona.

A gente admira o produto pronto, aplaude o recorde, comemora o sucesso, mas ninguém vê os perrengues que precisaram ser superados para chegar até ali.

Quando você coloca uma tecnologia nova no limite, descobre onde ela ainda quebra. E cada tombo te dá mais informação sobre onde melhorar.

Agora, tem um fato importante: falhar não produz inovação. Aprender rápido com as falhas, isso sim faz diferença.

E é exatamente nisso que a China tem dado lição.

No ano passado, o recorde da corrida de robôs foi de mais de 20 segundos. Neste ano, 8,64 segundos, mais rápido que Usain Bolt.

No meio de tudo isso, teve muito teste, muito erro e muito robô caindo, das formas mais inusitadas.

Então, pode rir. Eu também ri um bocado. Só toma cuidado para não rir demais, porque eles estão aprendendo. E rápido.

Fail fast, fail often.

Cara, impressionante. Ansioso pelas Olimpíadas do ano que vem.