Investimos consideravelmente no planejamento estratégico de nossas organizações. Entretanto, a execução não tem sido tarefa fácil.

Em minha interpretação, boa parte da justificativa para a falha na implementação da estratégia está no descuido quanto a arquitetura corporativa.

Por que Arquitetura Corporativa pode impactar o negócio?

Para ter sucesso, as organizações precisam garantir que a estratégia e a execução estão alinhadas. Dessa forma, a redundância de processos, sistemas e infraestrutura precisam ser gerenciadas de forma efetiva. Mudanças precisam ser implementadas considerando riscos e impactos e, principalmente, é necessária rastreabilidade.

De forma objetiva: Arquitetura corporativa reduz custos, riscos e flexibiliza as organizações para acomodação no norte estratégico..  Arquitetura corporativa garante a implementação da estratégia.

O trabalho relacionado a Arquitetura Corporativa permite identificar como a empresa está em seu momento atual (AS-IS) – em termos de processos, pessoas, (infra)estrutura, dados, e tecnologia. Também permite identificar como a empresa precisa estar para atingir sua intencionalidade estratégica (TO-BE).

Por fim, e o mais importante, a aplicação da Arquitetura Corporativa permite definir um caminho seguro (roadmap) para conduzir a empresa de seu estágio atual para aquele necessário para o realização da estratégia.

O que é Arquitetura Corportiva?

Há anos, tenho adotado em meu trabalho e em minhas consultorias a definição de arquitetura proposta pela ISO/IEC/IEEE 42010:2011

Organização de um sistema, contemplando seus componentes, os relacionamentos entre estes e com o ambiente, e os princípios que governam seu projeto e evolução.

Em contexto corporativo, seguindo a proposta do TOGAF (mais tarde falaremos mais sobre esse framework), podemos interpretar arquitetura corporativa como sendo o combinado de quatro arquiteturas:

Sendo bem claro: Arquitetura Corporativa não é Arquitetura de Software. Embora Arquitetura de Software seja parte do processo da Arquitetura Corporativa.

Atila Belloquim, uma das referências em Arquitetura Corporativa no Brasil, a define assim:

Uma Metodologia ou Disciplina complementar ao Planejamento Estratégico.

Representando graficamente:

Ou seja, a Arquitetura Corporativa influencia e é influenciada pelo planejamento estratégico e direciona os projetos estratégicos da organização.

A Arquitetura Corporativa objetiva garantir que a organização esteja estruturada (em pessoas e departamentos de forma ótima), que todos os processos estarão conformes e implementados, que todos os recursos necessários vão estar disponíveis, que os sistemas de TI serão adequados, e que os sistemas de apoio a operação estarão bem ajustados.

Finalizando (por agora)…

Este é apenas o primeiro de uma série de posts que pretendo escrever sobre Arquitetura Coporativa. Gostaria que o percebesse como uma provocação para o pensamento sobre como a Arquitetura Corporativa está sendo conduzida em sua organização (ou em seus clientes).

Nos próximos posts vou abordar aspectos práticos relacionados a prática da arquitetura corporativa. Compartilhe comigo suas impressões nos comentários. Também estou disposto a reservar um tempo em minha agenda para tratar com você sobre esse tema. Entre em contato.

 

Mais posts da série “Arquitetura Corporativa”:

4 Comentários
  1. Tenho as duas certificações TOGAF, trabalhei com EA em um grande Banco nacional e atualmente estou em uma consultoria que aplica Lean para entregar valor para seus clientes. Ainda não encontrei como juntar essas duas disciplinas. Acredito que para garantir a implantação das estratégias deveríamos aproximar as camadas, ter processos transparentes, com foco no valor para o cliente, diminuindo Lead Time do processo….ou seja, Lean, hoje me parece ser a ferramenta mais próxima disso, enquanto EA estabele um framework para mapear AsIs, ToBe, e geralmente feito por um time separado, o que me parece wast time, atividades que não geram valor, apenas inserem complexidade no processo.

    1. Podemos concordar em discordar. Certo?

      O problema, segundo você posiciona, me parece ser mais de cultura do que da EA propriamente dita. Você argumenta que o AS-IS e o TO-BE são feito por um time separado. Eu defendo a ideia do time de arquiteutra como orquestrador.

      Concorda que saber a condição atual, pensar o target (onde se deseja chegar), e concordar em um roadmap são atividades fundamentais?

  2. Fico pensando, qual seria a melhor forma de representar visualmente minha arquitetura corporativa? de forma a comunicar corretamente a liderança nosso estágio atual, e quais os próximos passos.
    Por exemplo: Já tenho alguns processos mapeados, mas existiria algum tipo de “notação” que eu poderia usar para unificar tudo em uma representação única?

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