Em minhas consultorias, quando questionado sobre escalabilidade, recorro sempre ao scale cube, compartilhado no excelente livro “The Art of Scalability”, como abstração para indicar as opções disponíveis.

A proposta é pensar alternativas para escalabilidade em três dimensões. Cada eixo, representando uma estratégia distinta, porém não exclusiva as demais.

  • Eixo X – Rodar múltiplas instâncias de um mesmo serviço, acessadas via balanceador de carga. Costumamos chamar aplicações que escalam dessa forma como “escaláveis na horizontal”, dado que o suporte a mais demanda é resolvido com a adição de mais unidades de computação (um outro servidor).
  • Eixo Z – Assim como ocorre no Eixo X, temos múltiplas instâncias de servidor, rodando exatamente o mesmo código. A grande diferença é que cada servidor trata apenas uma parcela dos dados. No lugar de um balanceador de carga, temos um Router identificando a demanda de cada requisição e encaminhando para o servidor responsável. Nesta dimensão, estamos falando sobre sharding.
  • Eixo Y – Diferentemente dos eixos X e Z, que rodam múltiplas instâncias idênticas da aplicação, a estratégia para o eixo Y é decompor a aplicação em diferentes serviços. Cada serviço, responsável por uma ou mais atividades relacionadas. Esta é a estratégia mais próxima da arquitetura baseada em microsserviços.

As três abordagens são extremamente poderosas e não excludentes. Podemos ter réplicas (Eixo X) tratando de um mesmo pedaço de dados (Eixo Z), por exemplo. A forma de pensar a escala será parte da definição arquitetural.

Capa: Vladimir Kudinov

4 Comentários
  1. Olá, Elemar.

    Muito bacana, só fiquei meio confuso na definição do último eixo, o Y. Acho que você confundiu o eixo Y com o Z. Mas muito interessante esta abordagem. Até mais.

    1. Olá Elemar!

      Acredito que o comentário que o nosso colega, Guilherme Soares, quis dizer foi sobre o texto escrito para a explicação sobre o Eixo Y.

      “Eixo Y – Diferentemente dos eixos X e Y… “, quando seria “Eixo Y – Diferentemente dos eixos X e Z…”.

      Parabéns pela iniciativa em escrever sobre assuntos voltado a design de soluções arquiteturais.

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