Nem todos os problemas podem ser resolvidos da mesma forma. Nem toda ferramenta é apropriada para todo tipo de trabalho.

A frase acima é óbvia, mas o óbvio nem sempre é facilmente aplicável.

Hoje, temos inúmeras opções de linguagem, frameworks, bancos de dados, mecanismos de mensageria, etc. Cada uma destas com pontos fortes e com pontos fracos. Algumas mais indicadas para determinados contextos do que outras.

A palavra importante aqui é CONTEXTO. Nem sempre a ferramenta mais ajustada para um problema, no sentido puramente técnico, é a mais indicada para o contexto do problema. São partes do contexto, por exemplo, além do problema em si, a equipe que irá atacar o problema e quem está pagando pela solução. Com frequência, é economicamente mais sensato optar pela “segunda melhor ferramenta para o problema” em virtude das características do time ou do ambiente.

Como profissionais, fica a nossa responsabilidade de termos um bom repertório. Ou seja, de conhecermos ferramentas que possam resolver o problema de forma mais ajustada ao contexto. Quanto mais amplo nosso repertório, maior a quantidade de problemas que iremos conseguir atacar e resolver, e mais diversificados os contextos onde conseguiremos atuar.

É importante termos em consideração, entretanto, que manter um repertório amplo custa caro – tanto em virtude do tempo necessário, quanto da quantidade de dinheiro. Precisamos ser criteriosos sobre o que aprender e quando aprender. Tentar saber tudo é o atalho mais fácil para não saber nada.

Antes de selecionar algo para estudar, é importante ter noção clara do contexto em que se está inserido e, principalmente, sobre o contexto que se deseja inserir. Saber onde está e onde quer chegar é fundamento para o desenvolvimento do repertório correto e economicamente razoável.

Ao planejar seu repertório, preocupe-se em superar as demandas dos contextos em que atua hoje e em atender as demandas dos contextos onde pretende atuar.

Há quem defenda que o mercado remunera raridade. Eu acho que essa crença é parcialmente verdadeira. Eu acredito que o mercado remunera a capacidade de gerar valor – gastando menos ou ganhando mais. A única maneira de atender essa condição é tendo  o repertório apropriado e isso deve ser feito de forma regrada.

Por fim, é sempre bom dedicar algum tempo (diminuto) para estudar algo exótico. As vezes temos boas surpresas e oportunidades graças ao estudo despretensioso.

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  • Gabriel RB disse:

    Costumo abrir vários links de artigos para leitura, e sofro com uma overdose de conteúdo diverso, que me dá um repertório legal, mas não sinto isso se transformando em resultados mais expressivos no meu dia-a-dia. Depois de repassar minhas 35 abas de artigos, vou mudar essa estratégia, fazendo estudos mais on-demand, focados nas necessidades que forem surgindo. O mundo #tec gira muito rápido, e se não dosarmos, é como você disse no artigo, passamos mais tempo estudando do que realizando.

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